segunda-feira, 2 de março de 2020

Uma homenagem ao "Poeta Pobre"

Uma homenagem ao "Poeta Pobre" Írio Rodrigues.
Desenho produzido em 2011... para quem passava pela Marechal Floriano era sempre possível encontrá-lo em algum banco da praça Xavier Ferreira.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Meu pai no Bairro Getúlio Vargas

Eu e minhã mãe em 1983

Eu brincando de barraca em 1984

Desenho produzido para a exposição "Rio Grande Desenhada".

Usina das Artes no FM Café e na 47ª Feira do Livro da FURG

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Exposição - Rio Grande Desenhada


Rio Grande, uma cidade cosmopolita. Muitos aqui chegam, outros daqui partem. Cidade do porto, da Laguna dos Patos, do Saco da Mangueira, das fábricas de fertilizantes, da lama da dragagem na beira da praia.
Cidade de Silva Paes, Tamandaré, Marcílio Dias, do Bairro Getúlio Vargas, Vila São Miguel, Vila São João, Santa Teresa, Bosque Silveira, Mangueira, Navegantes, Lar Gaúcho, Vila Maria, Parque Marinha, Cidade Nova, Trevo, Parque São Pedro, Cassino, Querência, Stela Maris, Atlântico Sul, Águeda.
Cidade dos índios, dos negros, de portugueses, poloneses, alemães, espanhóis, palestinos, libaneses, ingleses, franceses, italianos, baianos, cariocas, paulistas e chineses. Gente de toda parte, gente de todo mundo. E assim somos. Um pampa de mar, de tainha frita com café e pão, do camarão que não se ouve mais gritar nas ruas, porque dá prisão.
Assim desenhamos Rio Grande, uma cidade que nos toca de todos os sentidos. Uma cidade que vive do passado das fábricas de pesca, da Rheigantz, do Pólo Naval e de promessas.
Terra do Povo Novo, da Quinta, da Ilha dos Marinheiros, Quitéria, Torotama, Leonídeo, Taim. Terra de muito vento, muita areia e muita arte. Natureza. Músicos, descendentes dos antigos que tocavam nos bares da Riachuelo e nas escolas de samba.
Cidade de Tadeo Amorim, Arnold Coimbra, Mateo Tonietti e de tantos outros desenhistas que a história esqueceu. E aqui estamos, reunidos em 19 desses entre tantos que aqui vivem, nascidos ou viajantes, ouvindo o passado, vivendo o presente, imaginando o futuro. Cidade dos ventos, cidade dos bairros, dos artistas e seus desenhos. Rio Grande.

Artistas participantes:

Alisson Affonso
Anael Macedo
Diogo Mickken
Duke Orleans
Gelson Mallorca
Jarbas Macedo
Law Tissot
Letícia Rusch
Lorde Lobo
Luciano Lima
Luiz Lekston
Maíra Colares
Marcelo Calheiros
Max Ziemer
Phelipe Cyriaco
Rodrigo Romeu
Rudnei Alves
Sergio Barroso Gonçalves
Wagner Passos

De 29/01 a 09/02
na Banca da Usina das Artes
na 47ª Feira do Livro da FURG
Praça Didio Duhá - Cassino.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Participe com seu livro em nossa banca


A Usina das Artes, coletivo de artistas e escritores independentes da Praia do Cassino, convida todos os artistas e escritores independentes de Rio Grande, Pelotas e região a participarem de nossa banca com seus livros, fanzines, quadrinhos e publicações na 47ª Feira do Livro da FURG, na Praia do Cassino, de 29/01 a 09/02.
Para participar:
1) envie para o e-mail usinadasartes2014@gmail.com imagem da capa e release do livro para divulgação e sua intenção de participar;
2) entregar no primeiro dia da feira 10 exemplares de cada publicação;
3) divulgar em suas redes sociais que sua publicação estará na banca da Usina das Artes;
4) caso o escritor queira fazer uma sessão de autógrafos de seu livro e não está na lista de autografantes da feira, pode marcar e realizar junto a banca da Usina das Artes;
5) para contribuição junto aos custos de organização da banca da Usina das Artes é sugerida a colaboração de 10% sobre as publicações vendidas;
6) o participante assume o compromisso de retirar suas publicações no último dia da feira para também realizar acerto dos valores vendidos.
8) para interessados de fora de Rio Grande e Pelotas, poderá ser enviado os livros pelo correio;
9) para os participantes de Pelotas, é possível combinar em Pelotas local de entrega;
10) podem marcar na postagem, compartilhar e convidar outros escritores para participarem com suas publicações em nossa feira.
Desde já um grande abraço para todos que seja uma grande Feira do Livro!
Wagner Passos
Coordenador da Usina das Artes

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Usina das Artes na 47ª Feira do Livro da FURG

É com grande alegria que confirmamos: teremos a Usina das Artes na 47ª Feira do Livro da FURG. Em breve mais informações, convites e informações das atividades paralelas em nossa banca de publicações independentes.
Um grande abraço!!!!


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Dia Nacional do Bioma Pampa

Fala que realizei ontem na audiência pública na Câmara de Vereadores de Pelotas sobre o Bioma Pampa organizada pelo FDAM - Fórum em Defesa da Democracia Ambiental.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

"O Boto Charlie" na Escola Navegantes

Meus amigos do Uruguay e "O Boto Charlie"

47ª Feira do Livro de Pelotas

Autografando "O Boto Charlie"

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Ivonei Peraça e Wagner Passos autografam o livro infantil "O Boto Charlie" na 47 Feira do Livro de Pelotas



Aproximadamente 90 botos vivem entre a Laguna dos Patos, Praia do Cassino e Praia do Mar Grosso. Conhecidos também como golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), do seriado Flipper, estão entre as principais belezas de nosso litoral, encontrando-se em Rio Grande os maiores indivíduos da espécie no mundo, chegando a 4 metros e a 450kg.

Escrevendo e desenhando sobre Rio Grande e região, os autores Ivonei Peraça e Wagner Passos desenvolvem uma parceria de algumas décadas, criando poesias e histórias em quadrinhos desde os anos 1990, antes de Wagner começar a desenhar profissionalmente como chargista do Jornal Agora, passando pelo Pasquim 21 e Zero Hora. O primeiro livro lançado pela parceria pai e filho, foi em 2009 com o lançamento de "Cidade dos Ventos", reunindo poesias e ilustrações que mostram Rio Grande por uma perspectiva que poucos conhecem: dos andarilhos da praia, dos pescadores, dos estivadores do porto.

O mar sempre foi muito presente na vida de ambos. Ivonei trabalhou como auxiliar de mergulho, nas empresas de pesca da cidade e no porto . Por dez anos Ivonei e Wagner trabalharam juntos como estivador, compartilhando histórias, chuvas nas madrugadas e o convés dos navios no Porto do Rio Grande.

Em meio a esta paisagem um personagem eventualmente aparecia. Com sua nadadeira cruzando as águas os botos dão um show de agilidade e encantamento atrás dos cardumes de tainha, trazendo boa sorte para os pescadores e para todas as pessoas que os assistem.

Assim nasceu o personagem do livro "O Boto Charlie", que além de ajudar o pescador em seu trabalho, enfrenta os desafios da poluição das fábricas de fertilizante e da lama da dragagem. Com ilustrações coloridas, destacam-se as imagens noturnas, que mostram Charlie em seu sonho, "com o mar cheio de vida, as águas limpas e o ser humano de volta como seu guardião".

O que? Sessão de autógrafos do livro "O Boto Charlie"
Onde? Na 47ª Feira do Livro de Pelotas, Praça Coronel Pedro Osório
Quando? Dia 10/11 (domingo) às 19h na Praça de Autógrafos
Como adquirir? Na banca da Livraria Vanguarda

"O Boto Charlie" é uma publicação da Usina das Artes, coletivo de artistas e publicações independentes da Praia do Cassino, que reúne produções de Rio Grande, Pelotas e região.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Grafite com DJ Micha

Viaje pela Mata

Ver essa foto no Instagram

Hoje é o Dia dos Povos Originários da América, como aprendemos na escola "Dia do Índio". Mas quem são estes seres que vivem no meio do mato, que para alguns apenas ocupam terras que poderiam estar servindo para plantar soja ou qualquer outro processo produtivo? Por que devemos respeitá-los? São pessoas cujos ancestrais chegaram aqui muito antes de nós. Alguns ainda vivem isolados na floresta. Outros, já catequizados, evangelizados, urbanizados, tiveram sua cultura reduzida ao longo de décadas de história do homem branco europeu capitalista em busca da dominação e riqueza. Hoje vemos guaranis, kainguangues e outras etnias pela nossa cidade tentando sobreviver e ter o mínimo de qualidade de vida, produzindo e vendendo seus artesanatos, ou pedindo com honestidade e sinceridade ajuda. Meu amigo Charles Huber @cshuber esteve ano passado numa aldeia do Acre para uma vivência pessoal, chegando lá viu que morar no meio da selva Amazônica não era bem assim como se pensa. As dificuldades são grandes, inclusive para se beber água. Pensando nisso desenvolveu o projeto de extensão "Água de beber para a Aldeia Altamira" dos Huni Kuin e lá fez uma série de fotos que estão expostas no @ifsul_oficial Câmpus Pelotas até 17/05. Em paralelo pensei em produzir uma arte, vi algumas árvores no jardim da escola e imaginei uma série de desenhos dos Huni Kuin, ao som de seus cânticos e rezos, projetados em suas folhas, a qual dei o nome de "Viaje pela Mata". Apresento um fragmento do resultado dessa obra produzida por diversos indígenas, pela luz e pelas plantas que, em sua geometria fractal possibilitaram essas projeções. Uma tentativa de resgate do ser humano natural, da consciência de que somos todos seres da natureza, vivendo em uma grande colônia, interagindo e fazendo parte de um mesmo planeta que possui suas próprias regras naturais de evolução. Minha gratidão a todos os povos originários por serem os guardiões dessa centelha divina de consciência de que somos todos da mata e guardiões do conhecimento biológico das plantas, animais e da vida! . #diadoindio #direitoshumanos @midianinja @revistapiaui #indio #xamanismo #xamanism #natureza #arte

Uma publicação compartilhada por Wagner Passos (@wagnerpassoscartum) em

Ver essa foto no Instagram

"Viaje pela mata", instalação que organizei para a exposição fotográfica "Água de Beber" do amigo Charles Huber @cshuber que esteve no Acre com os índios Huni Kuin em um projeto de extensão auxiliando na melhoria e cuidado com as nascentes e olhos d'água que abastecem a aldeia. A exposição abriu hoje no @ifsul_oficial Câmpus Pelotas, as projeções vão até dia 18/04 e as fotografias até 17/05. Dia 19/04 Dia dos Povos Originários da América. Visitem!!! . . . #diadoindio #hunikuin #projeção #amazonia #acre #floresta #arte #instart #arteindigena #pelotas #riogrande #cassinobeach #ifsul #dailyart #desenho #grafismo #grafismoindígena #aguadebeber #hologram #holographic #virtualreality #art #holograms @midianinja @revistapiaui

Uma publicação compartilhada por Wagner Passos (@wagnerpassoscartum) em

Rainha do Mar

Ver essa foto no Instagram

Lembro da primeira vez que visitei a igreja de Nossa Senhora dos Navegantes em São José do Norte. Era anos 80, devia ter uns cinco anos. Nessa época passava meus verões no Clube Náutico Honório Bicalho onde milhares de pessoas iam no dia 02 de fevereiro ver a procissão marítima, fazer suas orações e deixar no mar suas ofertas. Tempo depois pude ver a Festa de Iemanjá no Cassino, ainda nos anos 90, maior que o Carnaval. Outras milhares de pessoas compareciam seguindo as procissões, assistindo aos trabalhos nas tendas e entregando também no mar suas oferendas. O conservadorismo branco patriarcal burguês batia na Festa de Iemanjá. A mídia reclamava das oferendas na praia, mas raramente reclamava da poluição das fábricas de fertilizantes. Aos poucos fui entendendo que o lamento poderia se tornar celebração. Que a dor pode levar à vida. Que a cultura humana é tão diversa que o sincretismo religioso nada mais é do que a união dos povos, de crenças, que se unem, se reforçam e comungam. Iemanjá, Odoiá, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Conceição, são todas e uma. A energia criadora, a energia feminina, a mulher, a mãe, a vida, a que provêm. Iemanjá tem algo a mais. De todas as santidades populares que conheço é das poucas que exalta a potência feminina. Não é virgem e é mulher em todas suas qualidades, sua beleza, sensualidade, sexualidade e alegria. E traz junto a potência do tambor rufando o OM, o som que os hindus consagram e que ressoa em todo o universo, tão antigo quanto qualquer outra criação humana. Uma festa africana que se encontra no Sul do Brasil com uma festa açoriana e juntas celebram a mesma força, a mesma energia, a superconsciência natural e cósmica que nos dá a vida e se torna fé! . Desenho produzido sob inspiração dos artistas Zé Darci, @tadeuvilani , @camilagrandoo , @carlasonheim @marc.chagall_ . . . #iemanja #odoiá #sketch #sketchbook #doodles #doodle #nossasenhoradosnavegantes #xamanismo #santodaime #natureza #desenho #illustration #ilustração #mar #sea #cassinobeach #riogrande #vida

Uma publicação compartilhada por Wagner Passos (@wagnerpassoscartum) em

3º Espraiar do Cartum Gaúcho acontece na Praia do Cassino