segunda-feira, 30 de julho de 2018

A farsa da escola sem partido


Enquanto o cachorro late, o gato mia, o passarinho canta e o ser humano fala, foi criado o sinal de fumaça, a escrita, os cartazes, o correio, o jornal, a pixação, a rádio, a TV, a internet, a telepatia, a mesa de bar e a escola. Uma série de formas de transmissão de ideias e reflexões a partir desse diálogo de quem produz uma mensagem e de quem a recebe voltados, a princípio, para o desenvolvimento humano.

As ideias tentam transformar o mundo, mas são os interesses pela riqueza que impactam tudo e todos, gerando guerras, conflitos religiosos, disputas por território, exploração econômica, destruição da natureza, escravidão, preconceito, genocídios, o surgimento dos grupelhos de direita e a escola sem partido.

Há imposição ideológica de quem domina o sistema e de quem quer dominá-lo. Assim foi durante a Segunda Guerra Mundial com Goebbels atuando em todas as mídias para condicionamento da população para o nazismo. E por outro lado, os Estados Unidos para apoio dos países da América Latina aos aliados. Na ditadura militar aconteceu o financiamento dos Estados Unidos para criação e manutenção dos altos custos de operação e produção de novelas e programas da TV Globo e o subsídio do governo no valor das televisões no período pré-Copa do Mundo de 1970, para que o equipamento estivesse no maior número de lares do país.

A comunicação sempre foi um espaço de manutenção ideológica negligenciado pela esquerda. No Brasil talvez o único meio de resistência em comunicação popular de alto calibre foi o jornal Pasquim, pelos cartunistas Ziraldo, Jaguar, Millôr entre outros. Esperava-se que as rádios comunitárias e educativas de universidades fizessem o movimento de democratização da mídia, mas infelizmente o "padrão Globo de jornalismo" atinge nossas faculdades e o monitoramento da patrulha da direita faz com que qualquer início de movimento seja aniquilado no seu princípio.

E a escola sem partido? Nada mais do que a ação antidemocrática desses grupelhos que, apoiados pelos algoritmos manipuladores e financiados por grupos financeiros, compram políticos e reverberam na opinião pública por meio dos papagaios de internet, que discursam contra o diálogo, contra o debate, contra a crítica, contra a democracia, contra a diversidade, contra trabalhadores, impondo um aprisionamento didático ao professor impedido de qualquer opinião para além do lucro. Qualquer reflexão de mundo anti-capitalista passa a ser comunismo. Toda alienação se torna educação. O mercado provedor da vida. E a vida, produto em liquidação.



sábado, 14 de abril de 2018

O serviço sujo da mídia



14 de Abril de 2018.
Um sírio bate o recorde de resistência no Big Brother Brasil.
Todos torcem por ele.
Em seu país, mísseis caem na cabeça do povo.
Os EUA agradecem à França e ao Reino Unido pela "ofensiva" contra Assad.

Na televisão, sites, jornais...
Parece que tudo não passa de mera política,
Um jogo de cartas marcadas.

Começa o Campeonato Brasileiro.
Concentração total para o sábado de futebol.
Nas bancas, os álbuns de figurinhas estão esgotados.
Armas, drogas, sexo.
Exército.
Ocupando as favelas e Marielle morta.

Nada como um dia após o outro.
Copa do Mundo na Rússia.
Trump, Temer, Tropas.
Já estamos acostumamos.

A mãe conversa com o pai na cozinha.
O cachorro late.
O zunido que rompe o silêncio aqui não é de bomba.
Algum eletrodoméstico chato.
O relógio anda...
Segundos, minutos, horas, dias, meses, anos.
Anos e anos.
Auschwitz. Venezuela. Favela da Maré. Bairro Getúlio Vargas.
Faixa de Gaza. Hiroshima. Ruanda. Dandara.
Impeachment. Vila da Quinta.
Parque Guanabara.

Os pratos estão servidos.
A mesa esquenta.
Há comida, música e uma TV ligada.
Armas, armas. Uma internet monitorada.
Quem às produz? Quem às distribui?
A TV não fala.
Medo de quem?
Quem é o vilão?
A poesia? O povo?
Ou quem aperta o botão de terno e gravata?


*  Ilustração produzida para o livro "Nossas Vidas", que nunca foi publicado.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Hecho a Mano - Madre Mia - Rio Grande - Pelotas - América Latina

As vezes o Canal São Gonçalo parece ser tão largo quanto um oceano. Vivendo em Rio Grande e trabalhando em Pelotas ouvi durante um tempo as pessoas falarem na tal Ponte de Rio Grande, e curioso um dia tomei coragem e perguntei onde ficava a tal ponte. Impactado, para minha surpresa a Ponte de Rio Grande na verdade era a Ponte de Pelotas. A mesma ponte que cruzava todos os dias...
Meu espectro urbano aumentou. Sou cidadão de duas cidades com ramificações. Vivo em um lugar com mais de 600 mil habitantes. Meu DNA cultural é composto por elementos do mar do Cassino, dos navios do porto quando trabalhava como estivador, da Ilha dos Marinheiros, do Laranjal, da Torotama, do Hermenegildo, dos sítios da Cascata, Monte Bonito, Morro Redondo, de São José do Norte, da Barra do Chuí, Barra de Valizas, Aguas Dulces, Rio Branco, Jaguarão...
Nunca se é um só!
Aqui alguns desenhos feitos em Fevereiro de 2017 no Hecho a Mano, evento organizado pelo centro cultural e gastronômico Madre Mia, um bar e restaurante que é muito mais que isso.
Um grande abraço para todos!
Fotos do amigo Rafael Barros e composição final com desenhos meus e dos amigos Maumau, James Duarte e da pequena Ana Luiza.






Colorindo o dia - Sketchbook Código de Barras e Cenoura


Colorindo o dia - Sketchbook caricaturas do Felipe e do Gobatto


Colorindo o dia - Sketchbook do Farol de La Paloma

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Democracia em Risco

Esta semana participei do programa Paralelo 30, da FURG FM e Aptafurg, representando o Observatório dos Conflitos do Extremo Sul do Brasil e Este do Uruguay, no qual fiz um panorama da atual situação do país e abordei questões sobre minha pesquisa de doutorado em Educação Ambiental. Aí vai a entrevista!




quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Eclipse: 50 anos dos foguetes da NASA na Praia do Cassino

Mais uma reportagem superbacana sobre o Cassino e o lançamento dos foguetes da NASA na Praia do Cassino, com a participação do meu pai, Ivonei Peraça e a minha, falando um pouco de nossos quadrinhos.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Canini

Um exemplo de ser humano, de artista, que tive o privilégio de ser amigo. Hoje faz quatro anos da passagem de Renato Canini, um dos maiores cartunistas que o Brasil e o mundo já viram. Revolucionário do personagem Zé Carioca, um dos Mestres Disney, pai do indiozinho Tibica e avô de todos nós! Gratidão por nos ensinar tanto! Paz, amor e luz sempre!!!



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

#Inktober 01

Nunca havia participado do #inktober, sempre tem uma primeira vez.
#inktober2017 #paulofreire

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Minha exposição em Curitiba

Em maio deste ano, a convite da professora Marília Toralles da Universidade Federal do Paraná, realizei uma exposição que me oportunizou visitar toda minha produção desde o ano 2000, até 2017, e selecionar alguns trabalhos relacionados as questões ambientais e sociais que tem marcado minhas ideias e tudo o que tenho feito hoje. Para quem não pode visitar aqui vai um vídeo com toda a estrutura e apresentação feita durante o Encontro Paranaense de Educação Ambiental. Desde já muito obrigado para todas as pessoas envolvidas que oportunizaram este momento muito especial.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

No Bom Dia Rio Grande de hoje...

"Agora vamos falar de coisas boas...?" Só os cartunistas mesmo para salvar o dia! Olha nós aí no 13º CARTUCHO em Santa Maria e no Bom Dia Rio Grande.